Nov 13, 2010

Picolé de leite de cabra reforça merenda escolar

GRUPO 4

Para especialistas, o leite de cabra é mais digestivo, tem mais cálcio e pode ser consumido, principalmente, por pessoas que têm alergia ao leite de vaca.

leite de cabra                 

picole_interna

                                                                                         
A merenda escolar da cidade de Barreiras ganhou um reforço que está agradando a garotada: picolé. Mas o picolé da hora do lanche tem um a receita especial: é feito com leite de cabra que, segundo os nutricionistas, tem mais benefícios que o leite de vaca.Para especialistas, o leite de cabra é mais digestivo, tem mais cálcio e pode ser consumido, principalmente, por pessoas que têm alergia ao leite de vaca. “O leite de cabra apresenta uma composição muito parecida com o leite materno”, declara o nutricionista Gustavo Augusto. Atento à informação, o produtor Janeivaldo Guedes começou a produzir picolés de leite de cabra. “No começo, fazia a ricota e o doce. A ideia foi de fazer o picolé porque eledura mais tempo, de seis meses a um ano, dependendo do armazenamento do picolé”. O picolé nutritivo foi inserido na merenda escolar do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil de Barreiras. Pelo jeito, as crianças aprovaram. “É muito gostoso. É uma delícia”, diz uma criança.Fonte de fósforo, cálcio, e vitaminas o leite de cabra foi integrado às refeições do Programa de erradicação do trabalho Infantil - PETI, do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS e da Maternidade Municipal. Servido em forma de picolé, o produto tem agrado a todos os atendidos pelos programas e feito muito sucesso em Barreiras.

Vantagens de consumir o leite de cabra
Menos colesterol
O leite de cabra chega a ter 30% menos colesterol que o de vaca, além de possuir menor teor de açúcar.

Menos Alergênico

Aproximadamente 6% das crianças têm sintomas de alergia ao leite de vaca, que podem caracterizar-se por distúrbios digestivos, corrimento nasal, otites, erupções cutâneas, entre outras alergias. A caseína alfa-S1, proteína encontrada em grandes quantidades no leite de vaca, é a grande responsável por esse tipo de reação alérgica. O leite de cabra possui apenas traços desta proteína, além disso, não contém b-lactoglobulina, também grande estimulante de reações alérgicas não-específicas. Portanto, possui maior tolerabilidade se comparado ao leite de vaca. Isso significa maior absorção de nutrientes importantes como cálcio, proteínas e carboidratos. (A criação da Cabra & da Ovelha no Brasil, p73)

Mais Digestivo

As partículas de gordura do leite de cabra são de tamanho reduzido em relação ao leite de vaca. Com isso, o leite é rapidamente absorvido, em cerca de 40 minutos, enquanto o leite de vaca demora, em média, de 2 horas, deixando menos resíduos no intestino, evitando assim fermentação, formação de gases, má digestão, constipação, etc. Também possui capacidade tamponante. Para quem precisa de uma rápida reposição e aquisição de nutrientes, o leite de cabra é uma ótima alternativa. (A criação da Cabra & da Ovelha no Brasil, p73)

Mais Cálcio

O leite de cabra é uma excelente fonte de cálcio e vitaminas, possuindo 130mg de cálcio para cada 100ml de leite, ou seja, 20% mais que o leite de vaca (A criação da Cabra & da Ovelha no Brasil, p73), sendo muito utilizado na ação preventiva e curativa de osteoporose. As perturbações digestivas dos bebês podem ser controladas com leite de cabra integral, diluído ou desnatado (A criação da Cabra & da Ovelha no Brasil, p73) .O eczema infantil, uma espécie de asma, que geralmente pode evoluir para a asma clássica, também pode ser curada naturalmente com o leite de cabra. Criança tratada com leite de cabra dificilmente sofrerá de asma, garantem os pediatras do mundo todo (A criação da Cabra & da Ovelha no Brasil, p73)
Além disso, características inerentes ao leite de cabra estão sendo observadas e possibilitam diversas aplicações terapêuticas para problemas como distúrbios gastrointestinais e minimização dos efeitos colaterais da quimioterapia.


Nov 8, 2010

Alunos gordinhos e nada saudáveis, diz pesquisa da Universidade de Brasília

Grupo 3

Pesquisa na Universidade de Brasília com 860 alunos dos 8º e 9º anos de 10 escolas públicas do DF revela que 89% deles não haviam se alimentado corretamente na véspera. Cerca de 17% dos entrevistados estavam acima do peso

Esta pesquisa realizada por uma professora adjunta da UnB, Natacha Toral, publicada no Correio Braziliense, nos traz dados sobre a realidade encontrada no DF.
Natacha Toral avaliou o consumo de adolescentes dos 8º e 9º anos (antigas 7ª e 8ª séries), com base no dia anterior à sondagem.

“No momento em que a gente chegava na escola, perguntava como tinha sido a alimentação deles um dia antes e eles nos contavam. Ainda estamos fazendo novas análises, mas conseguimos verificar até agora que 89% desses estudantes não alcançaram o mínimo de cinco porções diárias de frutas e hortaliças, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, explica Natacha. “Ou seja, isso mostra que esses adolescentes têm uma inadequação muito grande na alimentação, ou melhor, que ela está muito desequilibrada”, avalia.


Cerca de 17% dos adolescentes entrevistados apresentavam excesso de peso, um problema que a nutricionista analisa como grave, levando em conta o índice aceitável de 10%, também da OMS. Segundo ela, os jovens estão em fase de formação do hábito alimentar e, provavelmente, manterão o mesmo padrão de consumo na vida adulta. “Isso implicaria um risco maior do desenvolvimento de algumas doenças crônicas não degenerativas, como alguns tipos de câncer e outras doenças que estão aparecendo cada vez mais cedo entre adolescentes. É o caso de obesidade, hipertensão”, elenca.


Uma estratégia utilizada na pesquisa foi testar uma intervenção nutricional. Para isso, foram distribuídos todo mês, entre os adolescentes, materiais educativos, principalmente, revistas sobre alimentação saudável e informativos.


“Em um primeiro momento, eles eram avaliados sem a intervenção e, após a implantação, eles eram reavaliados. O problema é que o material não teve impacto para melhorar o consumo de frutas e hortaliças. Pudemos entender então que o comportamento alimentar do adolescente é algo muito complexo e são necessárias várias outras estratégias para melhorar a alimentação deles”, esclarece a professora Natacha.



No distrito federal encontra-se um universo de cerca de 445 mil alunos que recebem a merenda escolar. E o sobrepeso e o baixo consumo de frutas e hortaliças é a realidade mais encontrada. Antes da implementação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), instituído em 2009, a merenda era oferecida apenas às crianças do Ensino Fundamental. Sem dúvidas, a merenda escolar é uma excelente estratégia para uma mudança no hábito alimentar. O fato é que a nossa legislação exige que a merenda contemple 20% das necessidades energéticas do indivíduo. Mas a realidade posta em prática é bem diferente. Infelizmente, por inúmeros motivos, não é possível a chegada da merenda adequada aos escolares. O que além de ser uma transgressão às nossas leis, faz com que esse quadro de sobrepeso e perpetuação de hábitos alimentares pouco saudáveis seja ainda mais preponderante.

Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/10/23/cidades,
i=219549/ALUNOS+GORDINHOS+E+NADA+SAUDAVEIS+DIZ
+PESQUISA+DA+UNIVERSIDADE+DE+BRASILIA.shtml


Agricultura familiar e Alimentação escolar 2

Grupo 3



Esse é mais um post que ressalta a importância da agricultura familiar no contexto do PNAE e na economia brasileira, segundo aquisição de alimentos prevista no artigo 18º da Resolução nº 38/2009:




VI - DA AQUISIÇÃO DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS DA AGRICULTURA FAMILIAR E DO EMPREENDEDOR FAMILIAR RURAL

Art. 18 - Do total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE, no âmbito do PNAE, no mínimo 30% (trinta por cento) deverá ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural ou suas organizações, priorizando os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas, conforme o artigo 14, da Lei n° 11.947/2009."




São 47 milhões de estudantes das redes públicas federal, estadual e municipal beneficiados com o PNAE. O orçamento destinado em 2010 foi de R$ 3 bilhões. Como acima descrito, a legislação deixa claro que parte dos recursos financeiros devem ser destinados à compra de alimentos especificamente de agricultores ou empreendimentos rurais familiares, cooperativas e associações de agricultura familiar. Antes, as licitações eram o único meio para a aquisição de alimentos, o que não favorecia a comunidade local e ainda, pelas empresas serem mais competitivas, os agricultores locais não conseguiam participar.
O estabelecimento desse artigo trás consequencias importantes para a população como: a estimulação da economia local (o que possibilita a diversificação da produção), o aumento da renda e dos conhecimentos técnicos dos agricultores, incluindo estratégias de venda dos seus produtos. Além disso, os atores envolvidos também se saem bem: os agricultores ganham novas alternativas de comercialização e produção; os alunos das redes públicas tem acesso à alimentos saudáveis, que estão na safra e são das regiões específicas onde vivem; a cadeia produtiva estará toda presente no município e a diminuição da necessidade de armazenamento, industrialização e transporte preserva o meio ambiente, por meio da redução da emissão de CO2. 
As caixas escolares serão responsáveis pelas compras que devem ser realizadas diretamente dos grupos formais como cooperativas, associações e empreendimentos rurais, ou informais que devem ser representados por uma Entidade Articuladora (sindicatos, centros de extensão e assistência rural) registrada no Sistema Brasileiro de Assistência e Extensão Rural (SIMBRATER). A orientação das entidades articuladoras é fundamental aos grupos informais que precisarão realizar projetos e contratos de vendas e anexar diversos documentos como a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e CPF dos participantes. Os preços aos produtores devem ser compatíveis com os mercados regionais e calculados através de uma média dos valores praticados por três mercados varejistas locais.
É indispensável a continuidade, afirmação e ampliação deste programa e o engajamento dos administradores do ensino público como secretários estaduais e municipais, prefeitos, coordenadores, diretores, professores, agentes educacionais e comunidade escolar para incentivar esta conquista que pode dar sentido à uma política de segurança alimentar e nutricional que construa um futuro em que a desnutrição, o analfabetismo e os conflitos agrários sejam somente conteúdo das aulas de história.

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2010/08/30/agricultura-familiar-e-o-programa-nacional-de-alimentacao-escolar-pnae-artigo-de-antonio-silvio-hendges/

Nov 6, 2010

Merenda Escolar Mairiporã - Parte 1





Grupo 03

Os vídeos são do quadro "Proteste Já" do programa Custe o Que Custar (CQC) da Band. Eles mostram a suspeita de superfaturamento da merenda escolar no município de Mairiporã. Devemos ressaltar a dever de fiscalização e de zelo pela qualidade da merenda por parte do Conselho de Alimentação Escolar (CAE) que é formado por pessoas da própria comunidade. Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE - órgão federal) só manda recursos do PNAE com o CAE estabelecido.




Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=mJfn6-14NY8&feature=channel