Nov 14, 2010

Bagé garante cardápio personalizado para estudantes com necessidade especial.


De acordo com a PNAE, programa que viabiliza a distribuição de recursos destinados à merenda escolar, assiste universalmente alunos da rede pública de ensino. Respeitando as diferenças e necessidades individuais, projetos específicos para a adequação da merenda a alunos com necessidades especiais abrange o atendimento a todos os alunos.
Dentro das ações voltadas para a melhoria da alimentação escolar, o município de Bagé desenvolve um trabalho diferenciado. Alunos da rede municipal de ensino que necessitam de alguma dieta especial recebem um cardápio personalizado durante o período letivo.
Segundo a nutricionista Renata de Araújo Pereira, umas das três contratadas pela Secretaria de Educação para elaborar a alimentação da rede três cardápios especial são utilizados no momento. “Hoje, temos dois cardápios para crianças com fenilcetonúria e um terceiro para estudantes com Diabetes Mellitus Tipo 1”, relata. Como ela explica, a Fenilcetonúria é detectada no tradicional exame do pezinho e caracteriza-se pela deficiência na metabolização de aminoácidos presentes em quase todos os alimentos, principalmente os proteicos. “Estes casos exigem o início do tratamento antes do 21° dia de vida, para que não haja sequelas. No cardápio requerido, disponibilizados apenas legumes, cereais, frutas e verduras, sempre de forma controlada”, detalhou. Já para os portadores de Diabetes, Renata aponta que o cardápio “exige doses controladas e a cada três horas. Ou seja, duas refeições durante a aula”.

A nutricionista acrescenta que, para cada caso, um cardápio específico é elaborado. “Temos alunos em três escolas da rede que utilizam este recurso”, informa. A equipe de que executa este serviço de elaboração também conta com as nutricionistas Milena Tavares Dutra e Vera Maria de Souza Bortolini.

Melhorias na alimentação escolar – Em Bagé, 33 das 37 Escolas Municipais de Ensino Fundamental possuem refeitórios próprios, oriundos do Programa Fome Zero, servindo duas refeições diárias (café da manhã e almoço) para os estudantes.

Além disto, como relembra a secretária de Educação, Janise Colares, desde agosto, outras escolas (Marques de Tamandaré, Doutor Pena, Manoela Teitelroit, Visconde Ribeiro de Magalhães e Paulo Freire – e André Leão Poente, na zona rural) passaram a proporcionar duas refeições por dia aos seus alunos. Este novo serviço é viabilizado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) com contrapartida do município.


Fonte.: Prefeitura Municipal de Bagé (RS) - 22/10/2010. Disponível em: <http://www.rebrae.com.br>

Ciclo de Debates: Alimentação Escolar como Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional

O Ciclo de Debates “Alimentação Escolar como Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional” foi realizado no Plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, nos dias 18 e 19 de outubro de 2007, em Belo Horizonte.

Objetivo geral:
Levar os membros dos Conselhos de Alimentação Escolar, dos Colegiados Escolares e a todos os envolvidos com a questão da alimentação e nutrição e da segurança alimentar e nutricional informações sobre gestão, execução e fiscalização do Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Minas Gerais.

Objetivos específicos:
● Trocar experiências relevantes de gestão do PNAE
● Discutir formas de monitoramento do PNAE no Estado
● Discutir mecanismos de interação entre o Conselho Estadual de Alimentação Escolar, os Conselhos Municipais de Alimentação Escolar e os Colegiados Escolares
● Estabelecer mecanismos de promoção do direito humano a alimentação saudável no ambiente escolar
● Enfocar a alimentação escolar como programa estratégico para a segurança alimentar e nutricional dos escolares do Estado
● Identificar responsabilidades e competências dos órgãos governamentais e de fiscalização, com vistas a aprimorar a execução do PNAE no Estado, em atendimento aos preceitos técnicos e legais vigentes.

Para saber mais: http://www.almg.gov.br/eventos/downloads/doc_final.pdf

Fonte: Asembleia Legislativa de Minas Gerais.
Disponível em: http://www.conselhos.mg.gov.br/cae/agenda/ciclo-de-debates-alimentacao-escolar-como-estrategia-de-seguranca-alimentar-e-nutricional

Alimentação de escolares




“A idade escolar representa uma fase de transição entre a infância e a adolescência e compreende crianças de 7 anos de idade até a puberdade, aproximadamente 10 anos de idade. Nessa, fase observa-se uma crescente independência da criança, momento em que começa a formar novos laços sociais com adultos e indivíduos da mesma idade. O período escolar é caracterizado, portanto, por uma maior sociabilização e independência, o que promove uma maior e melhor aceitação dos alimentos e um apetite voraz, que deve ser compatível com a atividade física e o estilo de vida do escolar.
É nessa fase que se inicia o período de maior acúmulo de massa óssea, que perdurará até 25 a 30 anos de idade, quando este acúmulo atinge seu pico. A criança apresenta músculos mais fortes e habilidades motoras mais desenvolvidas. Por isso, esse período coincide com o início de atividades físicas regulares e aumento do interesse pelos esportes. É um período de intensa atividade física, ritmo de crescimento constante, com ganho mais acentuado de peso próximo ao estirão da adolescência. Contudo, verifica-se também a omissão de refeições, especialmente o café da manhã, e a redução da ingestão de leite que deve ser monitorada para que não haja comprometimento do suprimento de cálcio necessário à formação óssea.
Além da família, a escola passa a desempenhar papel importante na manutenção da saúde (física e psíquica) da criança. As tendências à urbanização aliadas ao desenvolvimento industrial e agropecuário ocasionaram mudanças de padrão alimentar e de vida das sociedades ocidentais. O consumo de alimentos industrializados e ricos em gordura aumentou, em detrimento da ingestão de alimentos não processados. Houve ainda redução da atividade física para o desenvolvimento do trabalho e do lazer. Tais modificações determinaram o processo denominado transição nutricional, caracterizado por queda das taxas de desnutrição, aumento da prevalência de obesidade e incremento de casos de “fome oculta” – deficiências nutricionais específicas, pouco evidentes clinicamente, mas prejudiciais à boa saúde.
Essas transformações, aliadas ao processo educacional, são determinantes para o aprendizado em todas as áreas e o estabelecimento de novos hábitos.”
Ao considerar tais informações, destaca-se a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), conhecido como Merenda Escolar. Ele consiste na utilização de recursos da União, em caráter suplementar, transferidos aos estados, municípios e Distrito Federal para a aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar. Este programa, não é novo, data seu início na década de 40, mas só após a promulgação da Constituição Federal (1988), o direito a alimentação em âmbito escolar (merenda escolar) foi garantida a todos os alunos do ensino fundamental, ou seja, os escolares. Beneficiando de forma universal alunos de escolas públicas regulares, indígenas, remanescentes quilombolas e de escolas especiais, bem como de escolas filantrópica

Fonte: PNAE.<www.portaltransparencia.gov.br/aprendaMais/documentos/curso_PNAE.pdf>
<www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/3015/alimentacao_em_pre_escolares_escolares_e_adolescentes.htm>




Nov 13, 2010

Alimentação saudável na escola começa em casa.

grupo 4
Para buscar uma alimentação saudável e sustentável na escola, os pais podem seguir algumas dicas básicas:

                         
• Dar exemplo em casa.
• Cobrar da escola a mesma excelência na cantina que exigem na qualidade do ensino
• Visitar a cantina da escola ou informar-se sobre as medidas sanitárias tomadas para garantir aos alunos um lanche sem riscos.
• Observar as condições higiênico-sanitárias dos alimentos.
• Conhecer o cardápio e os preços.
• Pressionar pelo banimento das gorduras trans, as mais prejudiciais à saúde.
• Cuidar para que o filho coma sem exageros de três em três horas, o que acelera o metabolismo e é mais saudável.
• Recomendar aos filhos um balanceamento entre os alimentos industrializados e os naturais.
• Ensinar os filhos a lerem os rótulos de embalagens na escolha dos produtos industrializados a serem consumidos.
• Mandar a criança para a aula com café da manhã tomado; além de ter um melhor aproveitamento, ela sentirá menos fome e vai comer moderadamente no intervalo.
• Controlar os gastos dos filhos na cantina.
• Incentivar jovens e crianças a optar por alimentos com menos embalagens e produzidos na região.
• Ensinar as separar os rejeitos antes de jogar no lixo, para separar o resíduo orgânico do reciclável.
• Orientar a lavar as mãos antes de qualquer refeição, mas sem largar torneiras abertas por muito tempo.
• Orientar a reduzir o uso de materiais descartáveis.

Para os pequenos que levam lanche

• Negociar com a criança a montagem da lancheira, isso a desperta para a nutrição balanceada e para a escolha de alimentos saudáveis e sustentáveis.
• Lancheiras devem estar sempre limpas, lavadas com detergente biodegradável e  cujos resíduos não sejam poluentes.
• Ter o mesmo cuidado com as garrafas térmicas, que devem ser lavadas como mamadeiras, usando escovas que alcancem o fundo.
• Os alimentos mais indicados são frutas, frutas secas, sucos de frutas, barras de cereais, pães integrais, sanduíche de queijo branco e água de coco.
• Mandar frutas inteiras e já lavadas. Não cortar ou descascar para evitar o processo de oxidação que escurece as frutas, como maçãs, peras e bananas.
• Preferir bolos e bolachas simples e menos calóricos, com o mínimo possível de gorduras saturadas e sem gordura trans.
• Bolos recheados e com cobertura têm mais risco de contaminação, sobretudo em dias quentes.
• Bolachas recheadas têm mais gordura, e muitas vezes têm gordura trans.
• Cuidado com frituras, salgadinhos industrializados, refrigerantes, sucos artificiais, balas, pirulitos, chicletes. Além de baixo valor nutricional, contêm gorduras em excesso, e deixam mais lixo proveniente das embalagens.

Fontes: Akatu, pediaindex.tra Mauro Fisberg e nutricionista Martha Amodio
www.escolaresponsavel.com/